Eu te olho com devoção;
E, suspensa, sem respirar,
Fico imóvel para não profanar esta divina visão.
Não sei quais sonhos abrigam
Teus belos olhos
Sob as pálpebras cerradas,
Nem se finges dormir para
Não me flagrar desconcertada
Diante da beleza apolínea do
Teu rosto,
Mas, apesar de te ter em
Meus braços, nunca te senti
Tão distante e nunca me senti tão só.
Fico a questionar se vale a pena acordar e
correr o risco de não encontrar
Aquele homem radiante que adormeceu feliz
Ao meu lado
Prometendo ser
Para sempre,
Meu amante.
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