Ouvi de longe o som do bem-te-vi.
Ouvi também o som da fábrica de papel ao lado
Já eram seis horas da manhã.
O menino do quarto ao lado ressonava sem intervalos.
Pus os ossos de ponta,
Vesti uma roupa,
Lavei o rosto e fui pôr uma roupa na máquina de lavar.
Depois de fazer um café,
me dei conta de que hoje não era um dia inútil.
Nas Segunda-feiras, trabalha-se!
Amo as Letras, a Pedagogia e, recentemente, encantada com o Direito. Perfil ficcional, qualquer semelhança é mera coincidência.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Mulher rasa
Uma pessoa me disse que eu era uma mulher sem ambições. Que pra me contentar bastava um prato de comida, uma cama pra dormir e um tico...
Achei
engraçado na época, quase cheguei a me ofender.
Mas,
depois de um tempo, cheguei à conclusão de que, basicamente, a
plenitude se resume nisso: a satisfação das necessidades
fisiológicas básicas de um ser humano. A criatura, autora do
desaforo, não fazia ideia do quando isso me faz feliz.
Sou
feliz com muito pouco. E agradeço a Deus e aos meus pais, minha
família por não terem me criado uma mulher mesquinha e miserável,
avarenta ou pródiga, por terem me feito ver que a gente deve viver
em paz com as pessoas, mesmo que sejam RASAS e tenham poucas
aspirações a alcançar.
Sobre
quem me disse isso, posso afirmar que não me serviu como tico, nem
como prato ou cama. É um espectro, um vislumbre que se apaga com o
passar dos dias.
Serviu
ao seu propósito no momento certo e saiu de cena para que eu pudesse
fazer o meu espetáculo ter mais vida e música.
Assinar:
Postagens (Atom)