quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Enigma



Teu olhar travesso cravado em mim
Sondando minhas expressões faciais a fim de adivinhar meus pensamentos
Em harmonia com semi-sorriso de uma face só
É um convite para decifrar-te.

És a própria esfinge edípica, lançando-me o enigma:
Decifra-me, ou devoro-te.

Teu corpo de contornos apolíneos dançando sensualmente
Chama-me para ti, deixando-me extasiada com a bela visão.

Neste momento, procuro me lembrar do esquema mental que
Eu havia construído para me proteger de ti.
E as instruções da lista tão bem elaborada, à medida em que te vislumbro,
Vão ficando tênues, desbotando-se até desaparecer completamente,
Acompanhando teus movimentos calculados.

Não consigo desviar meus olhos do teu espetáculo e deparo-me boquiaberta
Quando cessa a música e percebo mnhas mãos batendo palmas para teu show
Como se elas tivessem vida própria.

Tu és todo pecado, querido, uma mistura de volúpia e sedução que me
Desarma, deixando-me ébria de paixão.

Devoras-me com beijos úmidos, exigindo minha entrega imediata, sem me dar
Chance alguma de defesa.

Amálgama de homem e menino, amas-me intensamente e brincas com meu coração.

Mais uma vez eu vejo ruir completamente minha até então ´
Sólida estrutura de mulher.

Quem és, afinal, bandido?

Procurarei nos livros a explicação para ti,
Ser utópico, saído da literatura para me enfeitiçar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cavanhaque



Quero circundar com minha língua o teu bem aparado cavanhaque.
Quero provocar-te e te oferecer meus lábios para que tu os beije
Terna e languidamente.

Quero sentir teus braços me envolverem convidando-me para o idílio;
Quero sentir-te agora, desejando-me sofregamente, pedindo-me
para que eu seja
Tua mulher!

domingo, 15 de novembro de 2009

Festa no interior

Fui viajar, espairecer no interior do Estado.
Precisava espairecer, ver gente nova, gargalhar,
curtir momentos agradáveis com pessoas que amo e que tenho saudades.
Fiz tudo isso, me diverti, gargalhei...
Fui a uma festa no interior.
Mas algo continuava a me faltar, a mesma lacuna persistente da mulher da capital.
Arranha-céus a parte, o campo e a tranquilidade não preencheram aquele espaço que faltava.
Nem sei se será preenchido por uma pessoa, por uma mudança de status quo ou se preciso me reinventar.
Embora tenha lançado mão das ferramentas de vanguarda (orkut, msn e agora, facebook), nada disso, no entanto me supriu.
Quando encontro alguém interessante de fato, acabo por me desconectar, haja redezinha ruim assim...quando quero me comunicar, acabo ficando literalmente, na mão!
O dilema da capital é o mesmo do interior, é intrínseco.
Meu interior, meu exterior, minha mente, meus fantasmas, caminhando atrás de mim e arrastando grilhões.
Estou em um momento de expectativa e ao mesmo tempo de reflexão.
Quero, desejo, e sei que terei em breve, todas as minhas lacunas preenchidas.
Não sei por quem, nem como, nem quando, mas tenho em mim a fé e a esperança de que hei de ter supridas todas as minhas necessidades de mulher.
Será por ti?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

quem quiser apreciar, pode escrever para penelope.balzachiana@gmail.com que responderei com prazer...