quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Altruísmo

Estava postando pra umas ex-colegas da Letras/FAPA: 

Ser mãe é o maior ato de altruísmo que eu conheço.

Não digo ter filho pra segurar o homem (pura idiotice). 

Falo de gerar porque se deseja, das entranhas, ter um ser para amar. 

Nos esquecemos de nós e o filho passa a ser o centro das atenções. 

A vida é plena quando ele dá um sorriso e acaba quando ouvimos seu choro. 

É o coração da gente que sai do peito e tem pernas próprias pra sair por aí 

chutando bola, andando de skate, de balanço, rindo até se sobrar quando vê 

um cachorro coçando o rabo. 

Ser mãe é um encantamento. 

Claro que de vez em quando a gente fica de cabelos em pé com o notebook 

quebrado, o micro-ondas queimado, uma tripa de prendedores de roupas 

jogados no telhado do vizinho. 

Mas tudo isso se desfaz quando ganhamos um abraço bem apertado e um 

"mãe, eu te amo...Juro juradinho". 

Estou sentimental hoje. 

E naramig? Só duas vezes por semana...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lost


Achei esta foto perdida em um e-mail perdido do ano de 2008.

Fiz muita coisa nesse meio tempo.

Não sei se agora estou melhor do que naquela época.
Sei que neste momento, gosto de mim.
Não sei se mais ou menos.
Apenas gosto de mim.



Café com menta



Café esquenta.

Café com quenta esquenta e dá uma sensação de refresco ao mesmo tempo, ainda mais se a menta estiver em um pedacinho de chocolate quase do tamanho e espessura de uma hóstia.

Daqueles chocolates lasqueados que a gente põe na língua e ele derrete simplesmente com o calor dela.
E quando vai direto à glote, sente-se aquele refresco da menta.

Ótimo para depois do almoço quando a gente não tem tempo de tirar um soninho reparador.

Bom para um papo entre amigos.

Excelente para um papo a dois.

Cara a cara.

Hálito a hálito.

Sopros de frescor e café.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

203 maneiras de enlouquecer um homem na cama


Depois de uma bela sessão de tirar barba, bigode e arrumar a sobrancelha, saí sem compromisso e fui almoçar em um restaurante das cercanias da minha casa.
Lá encontrei uma grande amiga com os dois filhos, a mãe e um sobrinho, todos compenetrados comendo corretamente em pleno sábado.
Sem fast-food.
Sem batatas-fritas.
Sem shopping.
Lá pelas tantas, chega uma mulher pela qual tenho certa admiração e começamos a conversar, todo mundo junto, com o resto das pessoas do restaurante observando, e eu gargalhava e falava alto, por que lá é um lugar muito aconchegante e parece que estamos numa extensão da casa.
No fim do almoço, a tal que admiro nos convidou a todos do papo para visitar o apartamento dela que ficava a poucos metros dali.
Um apartamento simpático, prático e cheio de objetos com muito significado para a dona e, eis que em um quarto, havia uma montanha de livros extremamente bem organizados e dispostos.
As crianças caíram para dentro das caixas escolhendo um ou outro para ler ali mesmo, acocorados em volta das caixas, sentados no carpete.
Daquele movimento, nasceu uma vontade de ver os títulos. Achei um livro curioso cujo título é “203 Maneiras de enlouquecer um homem na cama”.
Pedi pra dona da casa, que de praxe doa livros para todos os amigos leitores e ela de pronto me ofereceu.
Quando cheguei em casa, fui ler o dito cujo.
Fiquei encantada com a ingenuidade das “maneiras de enlouquecer” que a autora descreve no livro.
Fui ver o registro do livro e, claro, ele datava 1997, sendo esta a sétima edição.
O que me surpreendeu foi um primeiro capítulo chamado “Uma palavra sobre sexo seguro”, na qual a autora fala que quem está casado há muito tempo e que tem certeza de que ambos são fiéis, pode-se deixar de usar camisinha.
Talvez por literaturas desse tipo é que hoje, uma das maiores incidências de DST's diversas e AIDS, ocorram em mulheres que são casadas, ou que mantém um parceiro apenas.
Baita vacilo. 

Vamos ter que atualizar o acervo da minha amiga.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Repassando informação



REGULAMENTO
3º CONCURSO LITERÁRIO DE CONTOS
 ASSOMBROS JUVENIS

1.  A Associação Gaúcha de Escritores, a Reinações:Confraria da Leitura de textos de Literatura Infantojuvenil e a Companhia Rio-Riograndense de Artes Gráficas - Corag promovem o 3º Concurso Literário Assombros Juvenis, que visa despertar talentos literários, promover a Literatura Infantojuvenil e homenagear a literatura de terror destinada a adolescentes, que tanto apelo tem no coração dos novos leitores.

2. Estão habilitadas a participar do concurso pessoas residentes no Rio Grande do Sul, com idade acima de 18 anos.

Obs.: É vedada a participação de membros da Comissão que organiza o concurso, bem como de seus familiares até segundo grau.

3. A participação no concurso, através do envio de textos, implica a concordância com todas as cláusulas deste regulamento.

4. Os textos deverão ser rigorosamente inéditos em veículos impressos.

5. A temática é o sobrenatural, sendo que o conto deve ter como público-alvo os adolescentes. Assim, o protagonista deverá ser um jovem ou uma jovem. Os seres do Além que fizerem parte dos contos podem ser seres do imaginário popular, retomados, ou seres criados pelo autor.

6. Cada participante poderá inscrever-se através da entrega de texto do gênero conto, devendo este ter, no máximo, cinco páginas, digitadas em espaço 1,5, utilizando fonte Arial 12, em folha A4, com margens de 2 cm.

6.1. Textos que não se encaixarem na temática ou no gênero deste concurso serão invalidados.
6.2. Cada autor poderá inscrever quantos contos desejar, desde que obedeçam ao que rege este regulamento.

7. É obrigatório o uso de pseudônimo, que deverá ser composto de no mínimo dois nomes e colocado no alto da primeira página de cada um dos textos inscritos. Caso o autor participe do concurso com mais de um texto, poderá entregá-los no mesmo envelope, desde que obedeça ao que rege o item 8.

8. Acompanhando os textos (a serem entregues impressos em papel A4 ou ofício, em três cópias, e em CD-R, em um envelope devidamente identificado com o pseudônimo) deverá constar, em um envelope menor, lacrado, identificado com o pseudônimo, uma folha com os seguintes dados:


a) Nome do concurso

b) Pseudônimo composto (mais de um nome)

c) Nome completo

d) Endereço completo

e) Telefones

f) E-mail

g) Data de nascimento


10. O prazo para as inscrições termina, impreterivelmente, em 31 de julho de 2013, até às 18h. Os envelopes com os textos concorrentes devem ser enviados pelo Correio, para a AGES: Associação Gaúcha de Escritores (Rua Oscar Tollens, 62 – Santa Teresa – Porto Alegre-RS – CEP: 90850-520). A data de inscrição será a da postagem, que, se for posterior a do prazo máximo para a inscrição, não será aceita.

11. O julgamento dos textos será realizado por uma comissão de três profissionais, de diferentes áreas da literatura, indicada pelos organizadores do concurso.

12. Os textos selecionados em número não superior a 10 serão publicados em antologia editada pelos organizadores. A edição será sem fins lucrativos, razão pela qual os organizadores exoneram-se do pagamento de direitos autorais ou de qualquer outra forma de remuneração aos autores, além da entrega gratuita de dez exemplares da antologia. A antologia terá lançamento e sessão de autógrafos na 59ª Feira do Livro de Porto Alegre em data a ser marcada.

13. Não poderá figurar no livro mais do que um texto de cada autor.

14. Da premiação:

14.1. Serão outorgados certificados a todos os selecionados, e estes terão seus textos publicados na antologia do 3º Concurso Literário Assombros Juvenis, não havendo qualquer ônus aos escritores selecionados.

15. O resultado do concurso será divulgado no site da AGES (www.ages.org.br) e da CORAG (www.corag.com.br) e no blog da REINAÇÕES (confrariareinacoes.blogspot.com) até o mês de outubro de 2013.

16. Não haverá, em nenhuma hipótese, devolução dos textos concorrentes.

17. As decisões da comissão julgadora são irrecorríveis.

18. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos em conjunto pelo coordenador do concurso, jurados e representantes das entidades organizadoras.

19. Mais informações através do blog da REINAÇÕES (confrariareinacoes.blogspot.com) ou, ainda, através do e-mail caioriter@uol.com.br, com Caio Riter, organizador do concurso.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

(...)






Eu anseio. 

Não posso lutar contra isso. 
Faz parte de mim ser assim meio desajustada
Inconformada com as injustiças deste mundo.

Status quo



Quando se opta por determinada profissão, principalmente a que exija o conhecimento técnico especializado através de graduação ou cursos de capacitação, vão se construindo degraus dessa aprendizagem para que se adquira em um título, um status quo definido na sociedade. Esse status quo significa que o detentor do título deve estar impregnado do conhecimento para desfrutar de sua posição diante da sociedade. E suas ações deverão ser de acordo com aquilo que lhe foi outorgado através do título, isso diz que as ações deste profissional devem ser de acordo com aquilo que ele aprendeu e ele tem o dever de desenvolvê-las adequadamente. Um exemplo prático disso: um engenheiro que calcula mal uma estrutura de um edifício responde judicialmente se acontecer algo com o prédio, por isso em alguns casos, perde-se a licença para exercício da profissão. Ele teve um status quo definido na sociedade que pressupunha seu devido conhecimento sobre engenharia, mas não desempenhou adequadamente sua profissão e será responsabilizado por tal. Na defesa, não poderá o engenheiro dizer que desconhecia tal cálculo estrutural, ou que não passou bem na disciplina. O conhecimento frágil não o exime de ser acusado por imperícia, imprudência ou negligência, já que tem o título outorgado por instituição de ensino superior reconhecida no país. O engenheiro não pode falhar deliberadamente, pois sua profissão exige o exímio conhecimento de suas atribuições.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Oficina com Viviane Juguero

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sexo é antidepressivo natural


Sabe aquelas questões sobre sexo que todo mundo tem medo de abordar?

Pois é, três meia voltas e elas estão na boca do povo.
Muitas perguntas, muita emissão de juízo de valor: aquele é galinha, aquela é safadinha, a outra deve dar que nem chuchu na cerca...

Mas todas as pessoas são, mesmo as mais puritanas e que rebaixam o sexo a algo vil e decrépito, amantes de um bom vuco-vuco.

Tem gente que faz sexo todos os dias, outros dizem que fazem amor, outras trocam o óleo vez ou outra, outros ainda dizem que faz tanto tempo que nem se lembram, mas...

Um sexo feito com tesão, envolvimento e, por que não um amor louco, é sem dúvida, um antidepressivo poderoso.
A seguinte afirmação "O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias", que está no site http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/11730-oito-beneficios-do-sexo-para-a-saude
corrobora com o que estou falando.

Não importa qual a frequência nem o modo de fazer: sexo é, sem dúvida, um excelente antidepressivo.


E tenho dito.

domingo, 19 de maio de 2013

autoajuda

Ontem me disseram que eu teria que ter pensamentos positivos, falar coisas boas, pensar só coisas para o bem.
Acho que era uma premonição do que eu estava por enfrentar no dia de hoje.

Lido muito mal com frustrações e com o NÃO. 

Vou ter que ler uns livros de autoajuda.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Frascos e comprimidos

Todo vez que chego perto de alguém, ou pelo menos na maioria das vezes, as pessoas choram, reclamam da vida, dos maridos, dos filhos, do trabalho, das relações gerais.

Acabo sempre me posicionando como crítica e ouvinte, aconselhando.

Vez que outra me coloco em certas posições difíceis por querer ajudar, minimizar a angústia dos corações, gargalhando, contando uma coisa engraçada, intervindo e tentando amenizar a situação.

Eu me coloco na posição de defensora dos "frascos e comprimidos", como diria uma amiga.

Chega de sofrer pela dor alheia.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Primeiro de abril


Eu estava fazendo um breve relato das minhas atividades na semana pra cruzar com a agenda de um amigo e disponibilizar isso via facebook. 
Quando me dei conta, já havia escrito quase meia folha.
Aí eu fiquei me perguntando: será que eu não estou fazendo coisas demais?
Sou realmente, muito ocupada ou eu trato de me ocupar pra não me dar conta das coisas que preciso resolver?
Será que isso é uma fuga indiscriminada de mim mesma?
Quem não se pergunta, vez ou outra, se está tudo bem consigo mesmo? 
Eu faço isso todos os dias. Eu me avalio. Eu me cobro muito.
E exijo muito das pessoas que me rodeiam também.
Talvez por isso esteja com triglicerídios altos.
E não é uma mentira do dia primeiro de abril.





terça-feira, 26 de março de 2013

O muro que cai

Eu não posso me omitir de falar sobre este terrível acidente que aconteceu na Vila Elza, com uma criança de lá. Um menino de quatro anos morreu após ser atingida por um muro. O caso aconteceu em Viamão, no Rio Grande do Sul. Ele brincava com um amigo quando resolveu se pendurar no varal e apoiar-se em um muro.  O concreto cedeu e a vítima morreu na hora. Diz-se ainda que a avó da outra criança estava dentro de casa quando ouviu os gritos. Ela contou que ficou desesperada ao ver o menino caído.
noticias.r7.com/cidades/crianca-de-quatro-anos-morre-apos-ser-atingida-por-muro-no-rs-22032013
Pois bem, isso aconteceu dentro de uma casa particular e não em um lugar público.
Agora pergunto para vocês: se ocorrer o mesmo em um prédio público, quem será a pessoa responsabilizada?
Quem responderá?
Quanto se pagaria de indenização a uma família por perder seu filho menor impúbere, um pouco mais do que um bebê, com a vida inteira pela frente?
Será que custa muito prevenir?
Depois da tragédia em Santa Maria, ocorreram mutirões para fiscalização das casas e locais públicos no que tange a incêndios. Claro. Foram 241 mortes.
Será que teremos que ter um desastre, espero que não, para que o Poder Público revise suas próprias instalações onde ficam crianças, adolescentes e idosos?
Será que vamos ter que ficar fazendo abaixo-assinado para se levantar um muro que seja?
Omissão é crime.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dói chorar Santa Maria


Dói chorar Santa Maria

Cada foto do desastre, cada frase que lemos nos traz lágrimas aos olhos. A dor, a perda, a sensação de que estamos sendo castigados por algo que nem sabemos o porquê, é como rasgar-se com faca.
Mas raciocinem comigo: é uma pena que este espírito de solidariedade só apareça quando se têm desastres e comoção pública. Deveríamos exercer mais vezes o direito de chorar, de mostrar dor, de se indignar com as coisas que nos ceifam a vida.
O que aconteceu e a maneira como se deu foi uma lástima, mas deveríamos também chorar pelas pessoas que morrem aos poucos esperando dois anos por uma consulta, pelas mães sem pré-natal adequado, pela educação enlatada e maquiada que temos tido, pela falta de vergonha na cara dos governos em não acabar com a corrupção que tira da boca dos nossos filhos o alimento que lhes é direito.
Sem falar que devemos chorar mais pelas vítimas de trânsito aqui no Estado, como mostra o site http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/eptc/usu_doc/vit_fatais_acid_trans_dez2012.pdf...
Acho que devemos nos comover mais vezes. E quebrar com marretas de cobrança e gritos de ordem as caras de pau de quem acha que pode viver impune e ludibriar a justiça e a boa fé das pessoas de bem.
Está na hora de chorar de verdade também para que tenhamos vidas mais DIGNAS responsabilizando quem tem que ser responsabilizado. E assumirmos nossas atitudes, quer sejam elas boas ou más.