sexta-feira, 26 de março de 2010

Vacância


Usei esta palavra por que hoje me perguntaram o sentido dela e eu expliquei que se tratava da falta de algo, de alguém. Logo me lembrei de que deixei de escrever por dois meses. Estava em vacância comigo mesma.

Geralmente, as pessoas deixam de fazer aquilo que mais gostam em virtude de alguma tristeza que carregam no peito, o que poderia obviamente ser o motivo do meu hiato temporal por não escrever aqui, atividade que considero lúdica, onírica.

pessoas que se sentem entristecidas e escrevem muito. O labor do escritor melhora quando sente a alma partida...boa essa minha definição para Literatura.

Eu não. Eu escrevo quase sempre: quando estou triste; quando estou de bem comigo mesma. Mas escrevo mesmo quando meu ser transborda de sensações a ponto de eu me sentar em frente ao teclado e fazer amor com as Letras, tocando-as de tal maneira que elas se enfileiram a fim de expressar o que penso.

Escrever para mim é pathos, paixão. Não aquela paixão que dá e passa dando lugar para outro rosto, mas a paixão do apaixonar-se, de estar sempre em situação de apaixonamento.

Bom, estou, depois de um tempo de reflexão interna e teorizando os motivos da minha ausência, querendo dizer claramente que agora voltei para ficar.

Fico definitivamente em mim mesma, pois descobri neste momento em que escrevo, a minha imperativa necessidade fisiológica de fazer Literatura, de tecer meus poemas com amargura, paixão ou tristeza, mas de fazer este tecido com a alma.

Anima, do Grego significa ALMA...

Pathos, do Grego...significa PAIXÂO, (pathology, patologia, doença)...

Hoje escrevo para avisar que não haverá mais lacunas no meu diálogo com a Literatura!

Avant la lettre!!!

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