quinta-feira, 23 de julho de 2009

Silêncio



A calça vincada e o sapato preto.
Teu corpo me chama e eu grito que te quero.
Mas meu grito é de silêncio,
pudico, casto.
Mulher decente não sente, apenas consente.

Às favas, decência decrépita!
Quero teu corpo
Nu
colado no meu,
Teu suor, meu suor,
Nossos líquidos.

Uma só emoção.

Se o gozo não for uma virtude, não sei mais o que é.

Perdi os conceitos
Ruíram-se todos,
sobrou apenas o
SENTIR!

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