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Queria sair com meu namorado, mas não deu. Ele trabalhara muito e foi pra casa.
E acabei indo ao shopping plantar batata (literalmente plantar batatas, só que na minha “bela” barriguinha) com uma amiga de serviço, espairecer e falar mal da vida alheia que é o prato principal de duas mulheres cansadas de trabalhar e com raiva dos homens.
Enquanto ela tomava chopp, eu bebia coca-cola. Conversamos, rimos, gargalhamos e quase choramos, catarse completa.
O papo foi bom pra alma, o amido com o gás foi bom só para os flatos.
Cheguei tarde na casa da minha mãe que ficou de babá, saí correndo, fui pra casa.
Dormi mal com os flatos saindo cólon abaixo e com arrotos (ops, desculpa...eructações...sou letrada....) de porco duróqui. Estava um exaustor eólico completo: por cima e por baixo!
Levantei tarde com a cara inchada por causa do sal das @#$%@#$% das batatas, não deu tempo de tomar nem um café pra acordar, só lavei rapidamente minha carçaca (ops de novo...sem palavras de baixo calão...sou letrada), e sai puxando meu filho pra escola em cima de um salto 12 cm e com um vestidinho jogado no corpãozil.
Para minha surpresa e deleite, muita gente ficou me olhando.. Rapidamente, pensei:
- São minhas belas pernas...
Quando me olhei, percebi que estava com o vestido do lado do avesso. Mas ele é tingido e a única diferença do avesso pro direito é a bendita costura da overlock que eu não vi porque nem me olhei no espelho. Para meu desespero, já que o coletivo não espera, entrei no banheiro feminino da escola e desvirei rapidamente o vestido.
Enfim...quando entrei no ônibus, o meu pronome possessivo em voga o TEU estava sem crédito. Paguei a passagem depois de procurar dez reais com o coração na mão, já que é raro ter dinheiro na bolsa.
Sentei-me feliz e contente...a barra do vestido pegou xixi no chão do banheiro da escola...
E foi assim que cheguei no serviço: devidamente mijada para comemorar o Dia Internacional das Mulheres, pois eu poderia não ter amigas para o fim da tarde, poderia não ter pernas nem pés para usar salto alto, poderia não ter vestido para usar, poderia não poder ter filhos, poderia não ter emprego...
Preferi escolher agradecer pelo que tenho do que reclamar pelas adversidades do dia.
Para mim, isso é ser feliz!
adorei e realmente fas centidos mulheres solteiras qui trabalhao e com filho pequeno é complicado mesmo (parabens
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