Desovaste nosso amor em uma cova rasa qualquer, sem ao menos uma pá de terra para deixá-lo aquecido.
Em vão, chorei torrencialmente pelo milagre da vida de novo em nós.
Amei, sofri, vivi plenamente porque fui sincera, honesta, íntegra, tua.
E agora, quando passas na rua, vejo-te com um sorriso amarelo...talvez de desespero,
talvez de solidão, talvez pela tua devassidão antes tão contida e agora escancarada.
Não és, caríssimo, nem de longe o homem pelo qual eu me apaixonei.
Quiçá és um rascunho mal acabado da pessoa generosa, altruísta e guerreira que eu utopicamente insistia em enxergar.
Acho mesmo que o diamante virou carvão.
Será que ambos nos transformamos no ouro dos tolos?
Pois é, depois de tantas reflexões, vejo que amei um espectro e que tudo de bom que eu via em ti
Diluiu-se diante da tua covardia, da tua crueldade em me mentir sobre o que sentias.
Não tiveste coragem de ser sincero e admitir tuas dificuldade de relacionamento, de entendimento, de convivência. Fraco foste.
Tu és digno de pena. Tão hábil para algumas coisas e tão medíocre para outras.
Foste egoísta.
E agora vejo mais claramente que eu não passei de um love affair de verão.
E agora, transformo isso em poesia.
Sofri.
Amei.
Perdi.
Sobrevivi.

linda saudades doce
ResponderExcluirque lindooooo
bezossssssssssssssssssssssssssssssss