quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ouro dos tolos




Desovaste nosso amor em uma cova rasa qualquer, sem ao menos uma pá de terra para deixá-lo aquecido.

Em vão, chorei torrencialmente pelo milagre da vida de novo em nós.

Amei, sofri, vivi plenamente porque fui sincera, honesta, íntegra, tua.



E agora, quando passas na rua, vejo-te com um sorriso amarelo...talvez de desespero,

talvez de solidão, talvez pela tua devassidão antes tão contida e agora escancarada.



Não és, caríssimo, nem de longe o homem pelo qual eu me apaixonei.

Quiçá és um rascunho mal acabado da pessoa generosa, altruísta e guerreira que eu utopicamente insistia em enxergar.



Acho mesmo que o diamante virou carvão.

Será que ambos nos transformamos no ouro dos tolos?



Pois é, depois de tantas reflexões, vejo que amei um espectro e que tudo de bom que eu via em ti

Diluiu-se diante da tua covardia, da tua crueldade em me mentir sobre o que sentias.



Não tiveste coragem de ser sincero e admitir tuas dificuldade de relacionamento, de entendimento, de convivência. Fraco foste.



Tu és digno de pena. Tão hábil para algumas coisas e tão medíocre para outras.

Foste egoísta.



E agora vejo mais claramente que eu não passei de um love affair de verão.

E agora, transformo isso em poesia.

Sofri.

Amei.

Perdi.

Sobrevivi.





Um comentário: