
Estávamos trabalhando hoje, cabisbaixos, um monte de coisa pra fazer, resolver, correspondências para entregar, e-mail para responder, literalmente atarefados.
Vi minha colega estagiária falando secretamente com outra estagiária, todas de risinhos e quando eu quis saber do que se tratava, ela me disse:
- Bah, papo de estagiária, né?
Senti-me meio excluída e pensei, cá com meus botões:
- Deve ser sobre de namoro, coisa de meninas. E voltei aos meus afazeres.
Mas o clima estava realmente meio turbulento.
Lá pelas tantas, perto do final do expediente, entraram todos os estagiários do setor, cada um com uma rosa branca nas mãos, um bombom e um cartão de FELIZ DIA DAS MÃES, felicitando a todas nós que já somos mães. Descobri, então, o conluio e fiquei lisonjeada.
Senti um tremendo nó na garganta de emoção.
Foi a primeira vez que recebi de colegas que trabalham diretamente no meu setor, uma demonstração de afeto por eu ser mãe.
E isso me fez refletir sobre este papel.
Vale a pena ser mãe. Mãe dos filhos da gente, mãe do marido da gente, mãe da mãe, mãe do pai, mãe dos irmãos, e uma infinidade de outros tipos de mãe, que somos pelo coração, por adesão, sem termos de fato, parido.
E...mãe dos filhos que a gente angaria às vezes, sem perceber, no nosso dia a dia. Filhos estes que nos olham esperando perceber algo que possa contribuir para seu crescimento, quer seja profissional ou humano, e quando o alcançam, retribuem com gestos como este que recebi no meu trabalho. Não há como não se emocionar. Esses filhos que são do coração, nos fazem perceber que há esperança para a humanidade e que dentro de cada um de nós, há um pouco de carinho para distribuir a quem precisa de um abraço.
E quem não precisa de um abraço?
Se há tempo que não abraças tua mãe, ainda é tempo, faça hoje e todos os dias que tu puderes, afinal, todos os dias são DIA DAS MÃES.
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