quinta-feira, 30 de junho de 2011

Louca de ciúmes



O ciúme faz com que façamos coisas não tão nobres, coisas que usualmente não faríamos. O ciúme faz com que a gente inspecione o celular de quem se ama atrás de pistas deixadas por amantes quiméricas.
O ciúme faz que com que passemos mensagens desconexas quando o telefone toca sem ser atendido. E daí sentimos aquele famigerado aperto no estômago de ansiedade, de incerteza, de quase-tristeza.
Será que eu não sou atendida por que está com outra? Qual da ex-namoradas será? A pequena? A grande? A alta? A magra? A que usa hastafari? Qual dessas iguarias teria despistado meu amado do meu caminho?
Às vezes parece que somos um ser tomado por um outro ser, anímico talvez, mas certamente desconfiado, irracional e totalmente egoísta.
Quero só pra mim; diz esse ser que momentaneamente habita em mim;
Quero só pra mim a atenção, os sorrisos escancarados cheios de vida que mostram de molar a molar;
Quero só para mim a demonstração de afeto e os elogios eivados de admiração sincera;
Quero só pra mim o olhar iluminado quando ele fala em algo que lhe é relevante;
Quero só pra mim a segunda cuia do chimarrão por que a primeira é muito forte e amarga;
Quero só pra mim a delicadeza do gesto de me acordar com beijo na boca me desejando um bom dia.

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